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OREPPE - Ordem Religiosa das Escolas Pias Padres Escolápios A Ordem Religiosa das Escolas Pias no mundo Brasil: Um pouco da nossa História Este texto pretende retratar, ainda que, de forma resumida, um pouco da nossa história de Escola Pia Brasileira. Uma história repleta de vida e esperança. Os primeiros Escolápios chegaram ao Brasil no mês de julho do ano de 1950. O Pe. Francisco Orcoyen foi o 1º a ser enviado a Belo Horizonte; quatro meses depois chegaram também da Província de Vascônia, os Pes. Eulálio Lafuente, Pedro Cenoz, Jesus M. Perea. No ano posterior, chegaram o Ir. Juan Odría e os Pes. Teodoro Araiz e Alberto Tellechea. Eles constituíram, em 1951, a primeira comunidade escolápia do Brasil, chamada de Comunidade do Colégio São Miguel Arcanjo, onde se abriu uma escola com o mesmo nome. Este momento foi de muitas dificuldades, sobretudo de adaptação cultural, econômica e social. No ano seguinte, 1952, o arcebispo de Diamantina ofereceu aos escolápios uma fundação em Pirapora, em Diamantina, ou em Governador Valadares. Foi escolhida esta última. Os escolápios ficaram a cargo do Ginásio Ibituruna, que fora fundado em 1938. Porém, esta fundação escolápia só foi consolidar-se no ano de 1955. Em 1954, foi aberta nova fundação na cidade de Boa Esperança, no Sul de Minas. O objetivo era investir nas vocações, criando um centro vocacional e casa de formação. Nesta casa já se chegou a contar, dez anos mais tarde com 20 pré-noviços e 2 noviços. Quatro anos após esta fundação, a Demarcação Escolápia do Brasil, passou de Delegação Provincial a Vice-Província dependente de Vascônia. Nesta época constava com 15 religiosos de votos solenes. Doze anos depois da fundação de Boa Esperança, os escolápios impossibilitados de atender bem a todas as suas obras, pois eram poucos, deixaram a obra aí edificada e foram fundar em Santo André, na Grande cidade de São Paulo. Não obstante, um ano depois, deixaram a cidade de Santo André e assumiram uma paróquia na cidade de Santa Luzia, perto de Belo Horizonte. Esta experiência tampouco deu certo. A outra experiência fundacional aconteceu no ano de 1970, na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Nesta, os Escolápios, assumiram o “Colégio Macedo Soares” da Companhia Siderúrgica Nacional. Neste, estudavam os filhos dos obreiros da Siderúrgica. Também por falta de religiosos, a Vice-Província, decidiu fechar esta obra. No ano seguinte, uma boa notícia para a Escola Pia brasileira. Se ordena o primeiro escolápio brasileiro, o Pe. William Alves Brini, que posteriormente passou ao clero diocesano. Em 1974, a Vice-Província assumiu uma Paróquia em Governador Valadares, movida pelas muitas necessidades em que esta se encontrava. Esta paróquia se chama Nossa Senhora das Graças, e estava composta por 12 comunidades (atualmente está composta por 08 comunidades). Ela tinha na época quase 80% de seus paroquianos em situação de miséria econômica. Num primeiro momento, os padres que foram dar assistência aí, moravam no Colégio Ibituruna. Alguns anos depois é que se instalaram numa nova casa nas dependências da paróquia. Em 1982, os Escolápios, se responsabilizaram de outra paróquia de periferia. Desta vez em Belo Horizonte. A Paróquia se chama “São Marcos”, constava na época com 11 comunidades e fora criada em 1977 (atualmente consta de 04 comunidades). Dois anos depois, 1984, foi aberta uma comunidade escolápia nesta paróquia. Esta recebeu o nome de “ Casa de Formação São José de Calasanz ”. Já no ano de 1991, se abre outra casa de formação. Só que desta vez em Valadares, na Paróquia N. Sra. das Graças. A “ Comunidade Santa Dorotéia ” foi aberta com o intuito de ser uma casa de acolhida para os jovens que sentem o chamado de ser seguidores de Calasanz na família religiosa escolápia. Recentemente, no ano de 1999, foi aberta a “Comunidade de Leigos “Nova Terra” (Lurberri). Os leigos que aí moram são oriundos da Espanha e vieram ao Brasil para vivenciar com maior intensidade as suas vocações de leigos escolápios, inseridos numa comunidade no período de 3 anos para prestar serviço às crianças mais carentes dos bairros de periferia de Governador Valadares. Ao término de três anos é feito o remanejamento dos mesmos com outros voluntários que vêem ao Brasil pelo mesmo período de tempo. Atualmente, no ano de 2003, a Comunidade São José de Calasanz transferiu-se para a nova Casa de Formação do Juniorato. Esta goza de um amplo espaço e boa infra-estrutura para atender às necessidades da formação. Esta é nossa história. São 53 anos de muita luta e amor dedicados às crianças e jovens mais necessitados de nossas obras. Tomara que nossas comunidades, possam continuar sendo sempre esse fermento vivo de Deus, onde quer que estejamos. Ação Social da Vice-Província
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